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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Recordação de um café na praia





Diz-se da melhor companhia: a sua conversa é instrutiva, o seu silêncio, formativo.
Johann Goethe

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Querida flor do meu planeta



Hoje não sabia o que fazer... estava a ver uma amiga com uma quebra de auto-estima. Ela é tão especial para mim como a flor para o principezinho. Tenho um jardim secreto com ela, porque só ela para me compreender. Só ela para partilhar coisas preciosas, não preciso explicar, pois ela percebe. Gostamos logo uma da outra na primeira vez em que nos conhecemos:) Ela baptizou-me com um nome, é a unica que me chame assim e gosto muito!



Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
O principezinho

domingo, 11 de outubro de 2009

Flash back

Vozes que marcaram a minha infância.


(ver esta versão de 2005)

domingo, 30 de agosto de 2009

Flores brancas

Faz hoje dez anos, nem consigo acreditar. Faz hoje dez anos que vivi o dia mais duro da minha vida. Demorei algum tempo em enfrentar esse acontecimento. Foi só em 2006 que relatei pela primeira vez esse dia, no gabinete de um psicólogo. Chorei aquilo que não chorei na altura, por fugir a esse cenário, como se não conseguisse acreditar e assimilar essa perda. Fui hoje ao cimetério e ver essas flores brancas que simbolizam a pureza. Eu sei que és o meu anjo, que olhas por mim, vejo isso em cada sorte que me é dada. Em cada oferta que a vida me dá eu penso em ti. A tua passagem foi breve, mas será eterna.

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Olho por olho, e o mundo acabará cego" *

O acaso fez com que eu me cruzasse com o meu passado. Umas portas de elevadores abriram e dei de caras com essa pessoa que me fez muito mal e a quem, na cegueira da minha raiva, quis fazer mal. Mas lambi as feridas e segui a minha vida. Quando a vi, não desatei aos insultos, não lhe cuspi em cima. Entrei como gente civilizada, e desci um andar, com ela a minha frente. No meu íntimo fiquei contente por vê-la só num sítio público, um dia à noite. E eu, estava num momento feliz.

"Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo."
Gandhi(*)

terça-feira, 24 de março de 2009

O ciclo cruel da vida moderna


Fiquei admirada rever esta banda desenhada do Quino, porque estava claramente gravada na minha memoria. Eu comecei a apreciar Quino, devia ter os meus 10 anos, naquelas horas que passava nos sofás da biblioteca ao pé de casa a ler livro e BD's, na companhia do meu mano.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Timidez

"Sofre-se de timidez"... a expressão não podia ser mais acertada, porque sofre-se... até se é tímido com quem não se deve, como por exemplo com os pais, amigos, namorado...
Lembro da minha timidez quando era pequena. Nunca ousava pedir nada aos meus pais, ficava a sonhar na minha cabeça.
Consegui dar a voltar a essa barreira na minha vida profissional até ao ponto de actualmente algumas pessoas não darem por essa característica da minha personalidade.
Mas quem me conhece sabe que sou a verdadeira tímida. Porque há quem não aparente ser tímido, há quem pareça extrovertido e no fundo é tímido, porque o que "extroverte" não é parte dele.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Comprimido azul

A vida separa-nos das pessoas, é natural. Há poucos dias reencontrei um antigo colega. Tem idade para ser meu pai, e deu-me conselhos preciosos em fases difíceis da minha vida, conselhos de pai-amigo. É um homem só que se esconde detrás de uma personagem sociável e divertida. Dei-lhe o meu número pessoal e disse-lhe: "Guarda o meu número. Se me ligares para a semana ou daqui 5 anos, não interessa, vou te falar com a mesma felicidade."
Talvez me liga um dia. Um pouco como no livro "a valsa do adeus" de Milan Kundera, em que uma das personagens tinha um comprimido azul. Ele sabia que tomando o comprimido, acabava com a vida. Andava sempre com ele, como se o comprimido constituísse uma saída, sempre ali, eficaz 100%... Podia nunca recorrer a ele, mas ali estava, era uma espécie de reconforto.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Salieri

Vou aqui transcrever uma confissão que me foi feita anos atrás. Já não mantenho qualquer contacto com essa pessoa, guardei sempre o email... surpreendeu-me alguém poder viver assim:

"(...)Desde aquela altura, há 10 anos, que me senti enganado e traído acerca daquelas ideias que tinha sobre o que era a família, o amor, o futuro, as relações. Descobri, há 10 anos atrás, que aquilo em que acreditava na altura era mentira, uma enorme falsidade que destruiu até ao osso, e veio a mostra-se pela experiência doloroso. Com as cenas em casa dos meus pais, assisti entre eles a cenas que nunca imaginei ser possíveis. Desde que a violência começou, quer física quer psicológica, quer por palavras ou actos cruéis demais para os meus olhos da altura, algo em mim se transformou. Senti-me enganado e iludido, que me tinham mentido e traído, e a partir daí encaixei em mim mesmo que aquilo não mais poderia acontecer-me, e sobretudo, que alguém teria de pagar.
A partir dessa idade comecei a nutrir sentimentos violentos, aprendi a estima-los e a controla-los aos poucos. Essa raiva, esse ódio que começou a nascer em mim deu-me força...e eu agarrei-me a ele como quem se agarra a uma boiá. Porque isso impedia-me de fazer algo contra mim mesmo. Foi ai também que nasceu a mentira, o engano, o logro, o esquema pensado e desenhado... por mais cruel que isto possa parecer. A vida passou a ser um jogo em que pensava controlar e ter poder, para dominar e fazer acreditar Uma espécie de faz de conta bem elaborado. Mais tarde, apareceu a M. na minha vida e eu pensei e acreditei que tudo iria mudar.
Recomecei a amar. Tive dos melhores 4 meses da minha vida e como terminou tu já o sabes... o que não sabes é que passei os dois anos seguintes a odiar tudo e todos, a ter sentimentos violentos e destrutivo, com alguma dor e remorsos à mistura. Foi a partir dai que jurei a mim mesmo que iria dar cabo de tudo quanto pudesse para poder mostrar as pessoas que o amor, a alegria, a paixão o desejo e tudo o mais eram apenas breves ilusões. Tomei em mãos a tarefa de fazê-las acreditar que era possível para depois, quanto estivessem vulneráveis as destruir, mostrando até que ponto é que acreditavam em historias ou versões, que acreditavam em nada e, o pior de tudo, é que eu gostava que elas o vissem. Fascinava-me o poder, o poder de fazer as coisas aparentemente perfeitas, delineadas, sabendo eu que era a mentira que contava que as fazia feliz.
Durante alguns tempos tive remorsos e sentia-me culpado do que estava a fazer mas o tempo foi-me fazendo esquecer tudo isso. Foi demasiado tempo. Tanto que me enraizou isso de um modo em que perdi o controlo e comecei a ser dominado, já não fazia ou pensava nada que não fosse nesses moldes cruéis. Isto tudo porque alguém tinha de pagar, porque eu não queria sofrer, porque irritava-me tudo o que era bom pois via-o com a desconfiança de uma aparência, para destruir... uma espécie de Salieri* por assim dizer.
Desde então que este tipo de comportamento, brincar com as pessoas, não tem parado. (...)"

*
personagem de Amadeus, filme de Milos Forman, invejoso do génio de Mozart e medíocre musicalmente. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Léxico

Estive alguns anos em Lx, de volta ao norte do país deparo-me (novamente, mas ao contrário) com o choque de vocabulário entre o norte e o sul de Portugal:
imperial->fino
café->café
pastel de nata->nata
chatice->caralho, foda-se esta merda
dossier->capa
bonita->bôa (aqui com fonética, é essencial saber a entoação)
café pingado->pingo
carcaça, bola->pão

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Eu já

tentei reanimar alguém que já tinha morrido
participei num desfile de carnaval
fui para Europa de leste sozinha
passei por uma depressão
pedi boleia a um barco
chorei de felicidade
dormi num ginásio
salvei uma vida
desejei casar
fiz um auto retrato
tive um riso nervoso
assisti a um parto e participei
estive presa numa cela na polícia
mandei um colega para o hospital
caí em queda livre 30 metros sem fio nem elástico
fiz amor num carro a beira de uma autoestrada com os quatros piscas ligados

Post inspirado no blog da Sayuri

domingo, 4 de janeiro de 2009

A minha vida sem ti

Passaram 80 dias até ganhar coragem para passar naquele local. Ao início, queria ver onde perdeste a vida, para conseguir acreditar. Depois comecei a evitá-lo. Lá ganhei coragem e passei, estava com amigos, tinha álcool no sangue e olhei... não restavam marcas... como se nada tivesse acontecido. Continuo sem acreditar. Fui visitar os teus pais algumas vezes, abracei a tua mãe. Ela chora sempre que me vê. Nesses momentos sinto-me culpada por estar viva.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Fractura

Tenho saudades do teu Bom dia,
saudades de ser o teu público,
saudades do prazer de fazer algo para ti,
saudades da tua inteligência,
saudades das nossas privates...
Houve momentos em que senti uma felicidade plena, não vou esquecer. Vou recordar porque me dá alento e ajuda-me a acreditar:)